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Planilha de controle de temperatura de alimentos

Uma planilha de controle de temperatura de alimentos precisa registrar, por linha, a data e a hora da medição, o ponto medido, a temperatura lida, o limite aplicável, se estava conforme, a ação corretiva quando não estava e quem mediu. O modelo abaixo já vem com esses campos, dividido por etapa do processo — recebimento, equipamentos, cocção e distribuição.

Download direto, sem formulário e sem cadastro.

Publicado por FIKIRIA Tecnologias · Atualizado em 31 de agosto de 2026

Painel de monitoramento da FIKIRIA aberto no celular, dentro de salão de restaurante

O que a planilha precisa registrar

Seis campos que separam um registro utilizável de uma folha preenchida por obrigação.

Data e hora da medição

Sem horário, não dá para saber se o desvio durou dez minutos ou a noite inteira — e é a duração que define o destino do produto.

Ponto ou equipamento medido

Câmara de congelados, expositor, balcão quente. 'Geladeira' no plural não identifica nada em auditoria.

Temperatura lida e limite aplicável

O valor sozinho não diz se está conforme. O limite entra na mesma linha, definido pelo POP da operação.

Conformidade e ação corretiva

Quando a leitura sai do limite, a ação tomada é registrada ali mesmo. Ação corretiva em caderno separado não vira evidência.

Responsável pela medição

Quem mediu responde pelo registro. É o campo que transforma a folha em documento.

Identificação da unidade e do período

Cabeçalho com setor e mês de referência, para a folha não perder o contexto no arquivo.

Uma aba por etapa, porque o risco não é o mesmo

O modelo separa as medições por momento do processo. Misturar recebimento e câmara na mesma folha é o que torna o histórico difícil de auditar.

Recebimento

Medição na chegada da carga, antes do aceite, com registro da temperatura do produto e, quando aplicável, do veículo.

Armazenamento e câmaras

Câmaras, freezers, geladeiras, expositores e ilhas — uma linha por equipamento e por turno de verificação.

Cocção, resfriamento e distribuição

Medição do produto durante o preparo e na exposição, com horário de início e de fim onde o processo exige.

O que a RDC 216 e a Portaria CVS 5/2013 exigem

Lista de referência, não interpretação jurídica. A norma aplicável e o modo de cumpri-la são definidos pela operação e pelo seu responsável técnico.

RDC 216/2004 — ANVISA

Regulamento técnico de boas práticas para serviços de alimentação. Trata do controle de temperatura dos equipamentos de conservação e do registro das etapas em que o produto fica exposto à variação térmica.

Ler o texto oficial da RDC 216/2004

Portaria CVS 5/2013 — São Paulo

Detalha, no estado de São Paulo, as condições de tempo e temperatura por etapa e a forma de registro. Outros estados e municípios têm normas próprias, às vezes mais restritivas — confira a exigência local.

Consulte sempre o texto vigente da norma antes de definir limites e prazos de guarda. Este material organiza o registro; não substitui o POP nem a orientação do responsável técnico.

Baixe o modelo de planilha

Arquivo .xlsx com quatro abas de registro, campos de conformidade e ação corretiva, e uma aba de instruções com o que a fiscalização costuma pedir.

Planilha de controle de temperatura de alimentos — modelo FIKIRIA

Abas de recebimento, equipamentos de conservação, cocção e resfriamento e distribuição. Sem formulário, sem cadastro e livre para adaptar ao seu POP.

Baixar a planilha (.xlsx)

Onde o registro manual não enxerga

A planilha registra o instante em que alguém mediu. O problema é o intervalo entre uma medição e outra.

A madrugada

Entre a última medição da noite e a primeira da manhã há um intervalo em que ninguém está olhando. É a janela em que a falha de compressor e a queda de energia acontecem.

O fim de semana e o feriado

Operação fechada, equipamento ligado. A folha da segunda-feira mostra a temperatura da segunda-feira, não o que aconteceu no sábado.

A queda de energia

O equipamento volta sozinho quando a energia retorna e exibe a temperatura correta. A excursão que aconteceu no meio não deixa rastro na folha.

A leitura registrada depois

Quando a folha é preenchida no fim do turno, de memória, o horário deixa de corresponder à medição — e é justamente o horário que a auditoria usa para reconstruir o evento.

Quer saber quanto a operação perde no intervalo entre uma medição e outra?

A calculadora estima a perda evitável e o custo da ronda manual, com a memória de cálculo aberta.

Quando a planilha basta e quando ela deixa de bastar

Nem toda operação precisa de medição contínua. O critério é honesto e tem três perguntas.

A planilha resolve bem quando a operação é pequena, tem poucos equipamentos, alguém presente na maior parte do horário e produto de giro rápido. Nesse cenário, o intervalo entre medições é curto e o prejuízo de uma falha não percebida é limitado.

Ela deixa de bastar quando aparecem três condições: equipamento funcionando fora do horário em que há gente na operação, valor de estoque concentrado em poucas câmaras, e cliente ou auditoria pedindo histórico por equipamento em vez de folha assinada. Aí o que falta não é disciplina de preenchimento — é cobertura do período sem ninguém.

Para o desenho de controle de temperatura para restaurantes e demais serviços de alimentação, e para a relação entre monitoramento e ponto crítico de controle, veja o controle de temperatura no APPCC.

Estimar a perda evitável na calculadora

O que a FIKIRIA registra e o que continua sendo do responsável técnico

A FIKIRIA mede sem parar, alerta quem pode agir e guarda a evidência do que foi feito, com calibração rastreável ao INMETRO. A definição das faixas, o POP, a decisão sobre o destino do produto e o cumprimento das exigências sanitárias permanecem da operação e do seu responsável técnico. Não garantimos aprovação em fiscalização — garantimos o registro.

Perguntas frequentes sobre planilha de controle de temperatura

As dúvidas que aparecem antes da inspeção — respondidas antes dela.

O que precisa constar em uma planilha de controle de temperatura de alimentos?

Uma planilha de controle de temperatura de alimentos precisa registrar, em cada linha, a data e a hora da medição, o ponto ou equipamento medido, o produto ou lote quando aplicável, a temperatura lida, o limite aplicável àquele ponto, se a leitura estava conforme, a ação corretiva tomada quando não estava, e quem mediu. Falta de horário e falta de responsável são as duas ausências que mais tiram valor do registro em uma inspeção.

Com que frequência a temperatura deve ser registrada?

A frequência é definida no procedimento operacional padrão da operação, considerando o risco de cada ponto e a norma aplicável ao estado. Na prática, a maioria dos serviços de alimentação mede os equipamentos de conservação pelo menos no início e no fim de cada turno, e mede o produto em cada etapa crítica do processo. Frequência maior em pontos de maior risco é decisão do responsável técnico.

A planilha preenchida à mão é aceita pela fiscalização?

O registro manual é a forma tradicional de evidenciar o controle e continua sendo usado em boa parte dos serviços de alimentação. O que costuma ser questionado não é o papel, e sim a consistência: leituras redondas demais, horários idênticos todos os dias, lacunas em fim de semana e ausência de ação corretiva registrada. O entendimento sobre o formato aceito cabe à vigilância sanitária local.

Qual a diferença entre planilha e POP de controle de temperatura?

O POP é o procedimento: descreve quem mede, com que instrumento, em que pontos, com que frequência e o que fazer quando a leitura sai do limite. A planilha é o registro: a evidência de que o procedimento foi executado. A fiscalização costuma pedir os dois, porque um sem o outro não demonstra controle.

Quanto tempo devo guardar os registros de temperatura?

O prazo de guarda depende da norma aplicável e das exigências da vigilância sanitária do seu estado ou município, que podem ser mais restritivas que a regra geral. Confirme o prazo no texto vigente da norma antes de descartar qualquer folha. Em sistemas de medição contínua, o histórico fica armazenado e exportável por ambiente e período, sem depender de arquivo em papel.

Veja o que o registro manual não mostrou até hoje

Em uma conversa objetiva, mapeamos os equipamentos críticos e mostramos como ficaria o histórico sem lacuna de madrugada e de fim de semana.

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